Ontem, caminhando até o ponto de ônibus comecei a me perguntar o motivo pelo qual escolhi fazer jornalismo. Lembro que naquele ano de vestibilar tinha muitas dúvidas. Queria fazer jornalismo, história, desenho industrial ou geografia. Minha cabeça estava cheia de esperança, de cobranças e ilusões. Não tinha idéia do que me esperava nos próximos anos. E como se joga uma moeda pro alto, esperando que ela lhe traga sorte, escolhi fazer jornalismo. Parecia uma profissão linda, onde poderia mostrar ao mundo, aos meus conterrâneos a realidade para que eles tivessem a capacidade de escolher o melhor e mudar o que hovesse de ruim. Porém, como em toda profissão, estamos acorrentados ao poder, ao capitalismo e a corrupção não só de políticos, mas de muitos cidadãos. As pessoas, como um todo tornaram-se mais egoistas e descobriram que é possível controlar aquele que é burro, é... isso mesmo... burro! Pq não lhe foi concedido o direito de aprender, de entender e reagir. E me perguntei, pq tirar este direito de uma pessoa? tirar as oportunidades que ela iria adquirir se soubesse mais?E como um estalo, me veio a resposta. Há muito tempo atrás sabe-se que a igreja tinha o controle sobre as mentes de seus fiéis, sobre as ações dos mesmo. E o que a matinha soberana? O saber... ler, interpretar e ser a boca e olhos dos céus... Muitas pessoas ainda caem nesse conto, mas hoje, este poder de não dar uma boa escola, uma ótima infra-estrutura está na mão de poucos, que preferem assim, para ter para si o direito de roubar, surrupiar sem ser questionado. Mas não é só o dinheiro que acabam roubando, já que o povo perde a esperança, a crença e sua dignidade. Ele é forçado a acreditar que roubar, passar para trás não é tão ruim, já que é a única maneira de ir para frente quando não se sabe e não se tem muito.
Diana Paula
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
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Um comentário:
I want not concur on it. I assume warm-hearted post. Expressly the title attracted me to be familiar with the unscathed story.
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