sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Post de Opinião: Situação Carcerária no Brasil

Superlotação: palavra que desencadeia diversos outros sinônimos negativos. São muitas as deficiências existentes nas cadeias de todo o país. Isso não é novidade e está longe de ser algo de fácil solução. O preso é literalmente desprezado e o pior é que a maioria da população não liga para isso, mesmo porque quem está preso mereceu, então, que agüente as conseqüências. Será que é assim mesmo?

Certa vez li que as prisões brasileiras são “depósitos de excluídos formalmente separados daqueles bons cidadãos, que por uma razão ou outra cometeram um equívoco e tiveram sua liberdade privada”. Bons cidadãos são os “especiais”: presos que têm comida, televisão, jornal, aquilo que o povão não tem acesso.

Recursos que faltam, somados a falta de planejamento relativo a essa área denotam uma realidade nada agradável para a população e muito menos para a imagem que é passada ao exterior. A falta de higiene, condições sub-humanas, são apenas algumas das péssimas condições que os cárceres têm que agüentar. As mulheres sofrem ainda mais, pois precisam de assistência médica periodicamente e a maioria dos presídios nem sequer carro possuem para tal ato simples: levá-las ao hospital.

A vida dos criminosos, no Brasil, não tem valor nenhum. Saem das prisões e têm a dignidade jogada fora, devido ao tempo perdido e isolado da sociedade. Direitos humanos? Não para um preso. E a população nem liga para isso. A não ser nos casos em que se tem um parente presente naquelas masmorras ou se o personagem é você mesmo. As classes perigosas é que fiquem onde estão e nas condições que estão. A não ser que seja você mandado para tais locais por engano.

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